sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Ma vie me semble vide. E as ucranianas são bonitas como o raio.



Nathalie - Gilbert Becaud

A minha mãe faleceu há 7 meses. Estamos a desocupar a sua casa para fazer obras e para lhe dar um destino. Vivia num 3ªandar sem elevador.
Na rua da minha mãe vivem algumas pessoas em dificuldades. Algumas, emigrantes, nem móveis têm. E foi aí que uma vizinha ficou interessada nos móveis de quarto da minha irmã e arranjou quem estivesse interessado nos da sala. Marcou-se a data e hora para lá estarem para levar os móveis. A minha irmã chegou a horas. Quando lá chegou, estavam esta vizinha, gordinha (para os 90 quilos), a emigrante (grávida) e uma velhota. “Mas não tinha dito que arranjava quem levasse os móveis?” Perguntou a minha irmã. “Sim, mas os homens foram ver a bola!”.

Vivi eu a minha vida tão preocupado com o futuro que decidi nem ter filhos…

… a rapariga que queria o quarto da minha irmã tem 3. Nem ela nem o marido trabalham. Vivem da segurança social e do banco alimentar. A rapariga emigrante não tem um móvel em casa e está grávida. A mais velhota não sei. O que sei é que casaram com pessoal que prefere ver o futebol…

E… a Ucrânia cheia de mulheres bonitas (e, do que constato por aqui, trabalhadoras). Ou o Kiribati, com taxa de criminalidade 0.

7 comentários:

anouc disse...

Opá, que vidas, dasss. Que vidas.

António Branco disse...

Olá Anouc! Bem vinda!
Eu acho que há pessoas estão mal mas que se sentem bem... eu tenho é dificuldade em percebê-las... mas não é um problema delas... é meu :(

Lady Me disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lady Me disse...

Que vidas mesmo! Fogo!

António Branco disse...

Olá Lady!
Verdade! Diga-se de passagem que me parece que este tipo de vidas é cada vez mais frequente...
Façamos os possíveis para manter alguma estabilidade económica. E para ajudar quem não a tenha... e que o máximo que necessitemos seja passível de ser substituído por um jogo de futebol...

Fresco_e_Fofo disse...

Não gabo a sorte dessa gente. Viver da segurança social, não é viver e se vivem assim por opção, então a maior pobreza que têm é a de espírito.

António Branco disse...

Olá Fresco!
Eu não diria melhor. Mas uma das coisas que me preocupa é que há cada vez mais pessoas a viver assim... e que se parecem estar nas tintas. Claro que sobrará para todos os outros...