sábado, março 12, 2011

O sol e o comportamento humano

Foto Daqui

O sol tem ciclos de cerca de 11 anos. No início de cada ciclo, o sol apresenta menos manchas solares e emite menos radiação. Estas vão aumentando até um máximo que surge aproximadamente a meio do ciclo, começando então a redução dessa emissão até ser atingido um mínimo aos 11 anos. Estes ciclos podem durar um pouco mais do que os 11 anos, sendo que o último vai nos 14 (já deveria ter começado um novo no início de 2008).

Há uma relação directa entre a actividade solar e a actividade económica. A crise que estamos a atravessar poderá estar associada a uma actividade solar mínima que se está a manter por 3 anos quando se deveria ter mantido apenas alguns meses.

Há uma boa notícia: o sol está a recomeçar a sua actividade. E, se tudo suceder como é hábito, recomeçará a retoma económica.

Há uma má notícia: os cientistas prevêem um aumento rápido e intenso dessa actividade. Demasiado rápido e demasiado intenso. A ponto de poder desestabilizar e mesmo destruir aparelhos electrónicos, incluindo satélites.

Bem… a economia deveria dar um pulo agora que o sol recomeça a sua actividade. No entanto, devido ao aumento súbito e intenso da actividade, esperar-se-ia primeiro uma guerra. E só depois uma verdadeira recuperação económica. Parece haver uma relação directa entre a existência de guerras generalizadas e a formação súbita ou o desaparecimento súbito de manchas solares.

Não, não estou a brincar. Estou a basear-me nos ciclos solares anteriores e nas ideias de economistas e físicos que avaliam estes ciclos e que inclusive apresentam os seus pontos de vista na CNBC.

Referências

Solar Cycle and Wars
Sunspots and Human Behavior
Did Sunspot Forces Cause the Great Depression?
Correlations for number of sunspots, unemployment rate, and suicide mortality in Japan
Space Storms Affect Life on Earth

9 comentários:

Manuel Santos Marques disse...

Óptimo, podemos deixar cair os braços e estendermo-nos ao sol. E também não falta guerra por esse planeta. Tão pequeninos que somos, não vão dar por nós.

António Branco disse...

Não Manuel. Não quis dizer isso. Até porque faço. E muito. À minha maneira...
Quis dizer que pode haver uma razão para as coisas. E que conhecendo-a, poderá prever-se, avaliar-se, evitar-se.
Um abraço!

Fresco_e_Fofo disse...

Não é por acaso que a falta de sol nos deixa deprimidos.
Vamos acreditar no sol. Assim como assim, temos tão pouco em que acreditar...

António Branco disse...

Olá Fresco. Na verdade, talvez não devesse ter colocado aqui este post. Resulta de um trabalho que estou a fazer no âmbito da necessidade que tenho de fazer algumas previsões... mas há muito artigo científico a avaliar e a chegar a conclusões interessantes neste âmbito. A actividade solar interfere com a maneira de pensar do homem (e quase nada com a da mulher), tornando-nos mais agressivos quando há aumento súbito ou diminuição súbita do número de manchas solares. Terminou recentemente o maior período sem manchas (e os períodos sem manchas estão associados a depressão geral, até nas colheitas) mas o aparecimento de novas manchas foi súbito e em quantidade, o que leva ao tal aumento de agressividade geral e à guerra consequente. Depois de um período de quase 3 anos sem manchas solares (menor actividade e, como consequência, piores colheitas e aumento do preço dos alimentos, que têm mais causas, reconheço), a 25 de Dezembro de 2010 surgem, subitamente, 30 manchas solares. Esse aumento tem progredido e neste momento estamos nas 130 (a coisa varia de dia para dia mas estamos perto deste valor)... o que é um aumento muito repentino. Usualmente estes aumentos estão associados a guerras... eu arriscaria dizer que a falta de alimentos (e os preços correspondente à falta) associada a um período de menor actividade e o aumento súbito de actividade (que provoca alterações na agressividade humana) poderão estar na base de muitos dos movimentos que surgiram este ano.
Curiosamente, quando não há manchas solares (correspondendo a períodos de menor actividade do sol), o ser humano parece ter menos energia para reclamar. Quando estas surgem, surge energia anímica. Quando são demais, surge violência...
Estou a ser matemático e a excluir outros factores... mas estou a tentar ser rigoroso tendo como base o que existe publicado.
Não chateio mais, já falei muito.
Um abraço!

Isis disse...

Obrigada pelas palavras

António Branco disse...

Olá Isis. Por nada. Dispõe.

Fresco_e_Fofo disse...

Não me chateio a obter conhecimento e, sem dúvida, são estudos interessantes.
Também o facto de a própria galáxia ter movimento de rotação, é apontado como tendo influência, senão no comportamento humano (nem sei se há algum estudo), pelo menos nos ciclos de subida e descida da temperatura do planeta (eras glaciares).
Eu não acredito nos horóscopos. Pelo menos naquilo que é "vendido" como verdade científica mas que não passa de charlatanice. Acredito que, tal como o sol, todos os planetas têm influência na vida da Terra. Quanto mais não seja pelo facto de a gravidade se propagar no espaço a distâncias descomunais. Os antigos, que dependiam tanto das fases da lua e dos ciclos solares, como nós hoje dependemos da internet, aprenderam a "ler" no céu. Ainda há pouco me ensinaram que para a salsa não espigar, deve ser semeada "no escuro de Agosto", ou seja: na lua nova. E o meu pai olhava para o céu, de véspera e sabia o tempo que ia fazer no dia seguinte.
Temos muito que aprender, mas com as facilidades que a vida moderna nos proporciona, perdemos muito das culturas ancestrais.

Um abraço.

Catarina A disse...

Portanto, temos de ser optimistas que as coisas estão a mudar para melhor? :)

António Branco disse...

Olá Catarina!
As coisas estarão a mudar para melhor. Mas as coisas são relativamente lentas. E do que se pode deduzir da teoria, não melhoraremos sem que antes surja uma guerra. Não sei se nos ficaremos pelas do norte de África ou se haverá um agravamento ou generalização (assumindo que a teoria é 100% reprodutível... o que faria dela uma lei...).