sábado, janeiro 15, 2011

Snobismo, Inveja, Sucesso.



No filme acima podem-se escolher legendas.


Considerando que o filme tem 16:55 min, aqui fica um resumo do que (me) pareceu mais importante:

1 – O mundo está cheio de snobs. Daqueles que nos julgam imediatamente por aquilo que fazemos. Só a nossa mãe não é snob. Porque gosta de nós independentemente dos nossos sucessos.

2 – Certas recompensas materiais foram associadas a recompensas emocionais. Assim, ter um Ferrari pode ser sinónimo de carência emocional.

3 – Invejamos aqueles com que nos podemos relacionar. É quase impossível invejar a rainha de Inglaterra: não está no nosso círculo de relações. Em compensação, ir a uma reunião de colegas de escola pode ser catastrófico. O nosso sistema de referências está muito próximo da imagem que temos desses colegas...

4 – É quase impossível conseguir o sucesso do Bill Gates, mesmo que tenhamos uma garagem...

5 – Na sociedade meritocrática somos responsáveis pelo nosso sucesso mas também somos responsáveis pelo nosso fracasso. Nesta sociedade meritocrática, factores aleatórios como os acidentes, modificam-na e podem torná-la imperfeita.

6 – Nesta sociedade meritocrática temos medo do ridículo. E os maiores ridicularizadores são os jornais. Se um jornal tivesse de fazer uma manchete com o tema da Madame Bovary, colocaria “Adúltera Louca Por Compras Engole Arsénico Após Fraude Bancária”.

7 – Não podemos ter sucesso em tudo.

8 – O sucesso tem a sua definição baseada naqueles e naquilo que nos rodeia. Pelo que pode variar. Entre indivíduo e ao longo do tempo.

9 – Não devemos desistir das nossas ideias de sucesso. Devemos é ter a certeza de que são nossas. Para não chegar ao fim da viagem e descobrir que não atingimos o objectivo de outrem...

9 comentários:

Bastet disse...

Em relaçao ao ponto 2 a minha mae sempre diz que eu dormo com edredons no verao por carencias afectivas lolol

Dark angel disse...

Já tinha visto. Muito interessante. O que mais me fez reflectir foi mesmo o ponto da sociedade meritocrática; de facto é utópico que isto aconteça porque a definição de justiça é sempre relativa...

António Branco disse...

Olá Bastet!
Não nos conhecemos. Mas... será que a tua mãe se sente - com ou sem razão - em falta para contigo, no que diz respeito à afectividade?... é que pode não te faltar nada nos afectos. Mas faltar a tua mãe a sensação de que todo o afecto te foi dado ;)
(isto são só teorias!)

Rui Caldeira disse...

Meu amigo, podem-me chamar de carente, de problemático, de emocionalmente instável, até de paneleiro . . mas que não me importava nada de ter um Ferrari,isso é certo.

O ideal seria andar de edredon dentro do Ferrari . .

António Branco disse...

Olá Angel!
É verdade! Se a justiça está na mão do Homem e se o Homem é imperfeito, o que garante que quem chega ao topo não o faça por vias não justas? Daí encontrarmos idiotas no topo e indivíduos capazes na sarjeta... (e mesmo o topo e a sarjeta são relativos à sociedade em que vivemos, não a uma sociedade ideal...).

António Branco disse...

Olá Rui! O facto de não te importares com o facto de te chamarem uma coisa não quer dizer que a não sejas (ou que a sejas!). Assim, podes ficar com o Ferrari que encontrei aqui:

Ferrari I

Toma lá outro:

Ferrari II

Ficas com eles e com o epíteto de carente emocional ;D

Dark angel disse...

Ai o que eu já chorei a rir com a resposta que deste ao Rui, LOOL :D
As imagens são do melhor, imagino a lagarta em cima do ferrari II, LOOL :D :D

Fresco_e_Fofo disse...

Começa logo na escola, com as crianças que não vestem marcas ou não têm telemóvel aos 6 anos, a serem discriminadas.
Lá vem outra vez a sociedade a julgar as pessoas pelo que têm, pelo fazem, pelo que ganham... o sucesso é usado como bitola para a felicidade.
Por isso vivemos num mundo de frustrações.

Abraço.

António Branco disse...

Na verdade, a educação dos pais condiciona os miúdos. E cada vez há menos tempo para educar crianças, que como consequência, "serão" menos...
Quem só se vê "sendo" dentro de um carro de luxo... é-o muito pouco.

Um abraço!