terça-feira, novembro 23, 2010

Padres de Braga doam um salário para ajudar mais pobres

1,8 milhões vivem abaixo do limiar de pobreza

O Arcebispo de Braga pediu aos padres para que ofereçam “o correspondente ao que recebem num mês” para apoiar os mais pobres. Aos cristãos, apelou a que, um dia por semana, efectuem “jejum do que não é absolutamente necessário - um café, menos tabaco, um bolo, uma refeição frugal, prendas de Natal menos caras e mais significativas”, entregando depois esse dinheiro para apoio aos pobres, via Igreja Católica e Cáritas.

Continuo a achar que as religiões existem para se alimentar das necessidades que cada um tem de se “religar” a um Criador, chamando a religião oficializada a si o papel de intermediário. E continuo a achar que não faz sentido a existência de intermediários nessa ligação já que – do meu ponto de vista – ou nos “religamos” sozinhos ou não nos “religamos” de todo. Mas isso não impede que existam bons homens (e mulheres) e movimentos louváveis nas religiões. Acho que este é um movimento positivo.

10 comentários:

Isa disse...

:D

Vou respeitar esse teu sentimento, António, e poupar-te ao que me apetece dizer. Porque gosto de ti, pareces-me um homem decente e de boa vontade.

Celebremos então os homens de boa vontade!:)

Antonio Branco disse...

Olá Isa. Não precisas de dizer porque eu penso como tu. Só que acho estes movimentos saudáveis. Se ninguém os fizer, há quem passe mal. Muito mal. Muito, MUITO mal...
E aí... tanto se me dá que seja a igreja ou que sejam os skin heads...

Isa disse...

Os movimentos são saudáveis e são de validar, António, claro. Só acho que há instituições que podiam fazer muito mais, porque não é só de hoje que há pessoas a passar muito mal. E quando o fazem, nem sequer percebo porquê que é notícia, sério, que pra mim é um dever e mais nada.
Mas enfim, estamos a viver épocas complicadas em várias vertentes, é certo, os valores morais precisam ser de novo publicitados de forma a que se tome nota e talvez (com sorte) alguém os siga.

A igreja, António! estamos a falar muito provavelmente da nação mais rica à face desta terra. Quando leio "um salário", apetece-me agradecer a quem o cede, não a quem aconselha que o façam. Sorry.

Antonio Branco disse...

hehe.
Estamos a dizer o mesmo Isa. Podemos é interpretar o que se diz de forma diferente. Há instituições que poderiam fazer muito mais, claro! O Estado, por exemplo. Mas não o faz...
Claro que estou a agradecer a quem cede o salário. Não a quem o sugere.
Deveria ser publicitado? Não...
Quanto à igreja... tudo passa... é uma questão de tempo.

Vera, a Loira disse...

Se mais movimentos destes houvesse eu não tinha perdido todo o respeito pela igreja como instituição.

Antonio Branco disse...

Olá Vera! A falta de respeito pelas instituições é um mal criado pelos pobres de espírito que as lideraram. Temos lideres pobres. Mas também não avançamos para tomar os seus lugares... estamos tramados...

Isa disse...

O nosso Cardeal diz que não António, que nós é que percebemos mal as mensagens ( a propósito do novo livro do Papa). Esqueceram-se de nos clarificar antes, podiam ter dito "olhem que andam a perceber mal as mensagens hã?", mas não, esperaram que saísse o livro, com uma perspectiva diferente sobre o uso do preservativo.
Ah não! a perspectiva não é diferente, nós é que tinhamos percebido mal. Sim.

Acho que nem sequer é preciso avançarmos pra tomar os seu lugares (Deus me livre) basta-nos contestar o bastante para que a mensagem mude. Ou a percepção dela, tanto faz. Desde que mude.

Com esta, ou outra instituição.

Antonio Branco disse...

Olá Isa! Eu não me estava a propor para liderer uma instituição religiosa. Estava a dizer que não nos propomos para liderar instituições (outras) que mantêm lideres pobres.
Não li esse livro e... Nunca lhes liguei muito e não sinto que mereçam o meu tempo.
Mas sei que o pessoal que está nos poderes (vários), já nem quer saber de contestações. Mantêm-se com ou sem contestações se não houver mecanismos que os ponham de lá para fora. Mais ainda se não houver quem os substitua... contestar... não chega (mas isso é o que eu penso... e o que eu penso pode estar errado).

Fresco_e_Fofo disse...

Também sou bastante crítico da igreja, mas ainda acredito que há gente de boa vontade em todo o lado.
Por vezes de uma má toca saem bons coelhos.

Antonio Branco disse...

Olá Fresco! Penso o mesmo. Por vezes perdemos a paciência e já não os vemos. Outras vezes nem os vemos nem os queremos procurar. Mas eles podem lá estar.