quarta-feira, novembro 10, 2010

Histórias.

Mosteiro dos Jerónimos, Século XIX

Resumo de acontecimentos sucedidos em Portugal no final do século XIX (baseado no livro 6 da História de Portugal de José Matoso)

1861-1891 – Portugal constrói uma extensa rede de linhas de caminho de ferro (1700 kms) e de estradas (9566 kms) com dinheiro emprestado de França, Inglaterra e Alemanha.

1890 – Portugal compra navios de guerra à Alemanha com dinheiro emprestado.

1890 – Banco Baring Brothers quase vai à falência por ter comprado dívida Argentina, país que entretanto entrara em bancarrota. A quase falência deste banco levou ao “Pânico de 1890”, em que os bancos deixaram de emprestar dinheiro por falta de confiança.

1890 – Portugal não consegue renovar os empréstimos no exterior.

1891 – A dívida de Portugal é de 75% do PIB. 20% de tudo o que Portugal gasta anualmente vai para os juros da dívida.

1891 – Portugal declara “Bancarrota Parcial”. Na bancarrota, o país declara-se incapaz de pagar aos seus credores. Parcial porque aceitava renegociar a dívida, pagando-a, mas com juros e prazos diferentes do inicialmente acordado.

1892 – Inicia-se uma depressão económica na Europa. A crise interna agrava-se. Aumenta o desemprego. Desempregados manifestam-se no Terreiro do Paço.

1892 – Vão à falência vários Bancos em Portugal. O Estado tenta ajudar alguns entregando-lhes dinheiro, o que aumenta a dificuldade do Estado, já que parte desse dinheiro é empréstimo do exterior.

Portugal só inicia um período de prosperidade em 1907, tendo com base a produção de cortiça, conservas e algodão.

Isto é tudo muito estranho...


4 comentários:

Rui Caldeira disse...

Ahahahah ! António, ou devo dizer, minha querida enciclopédia ambulante, pelo que vi aí e me lembro das minhas aulas de 4ª classe, esta situação de devermos dinheiro a tudo e a todos já vem de 1891 !! Não sei qual é o espanto ! Ao fim ao cabo, Sócrates tá mesmo a fazer Portugal regressar às origens ahahaha.


Abraço

Antonio Branco disse...

Olá Rui!
é verdade! Mas seria suposto aprendermos com os erros do passado... só que a malta não aprende mesmo...

Um abraço!

Dark angel disse...

Eu cá já não consigo achar nada estranho nesta altura. A menos que venham dizer que estamos a saír da crise...

Antonio Branco disse...

Olá Dark! Na verdade habituamo-nos de tal modo à variabilidade que já não achamos nada estranho.
Mas no século XIX, tudo se passou de modo semelhante ao que hoje sucede...