segunda-feira, julho 26, 2010

EMEL vai ao parque.



Eu poderia começar este post a dizer que já não gosto de ir a Lisboa. Mas depois de ter pensado nos motivos, acho que na verdade não gosto mesmo é de ir onde tenha de pagar parqueamento. A Lisboa acresce o facto de me sentir inseguro quando lá vou…
Hoje, tendo ido tratar de um assunto à Rua da Artilharia 1, tentei estacionar - às 11h - perto do Parque Eduardo VII para ir beber um refrigerante à esplanada que fica próxima do Pavilhão Carlos Lopes. Estava um calor do raio. Estacionei e fui à máquina pagar o parqueamento. Acendiam duas luzinhas, uma verde e uma vermelha. Não sabendo o que queria dizer aquilo tentei ler o que está escrito no parquímetro mas não encontrei informação sobre as luzinhas. Vinham a chegar dois senhores da EMEL que me disseram que a máquina estava com problemas e que iam comunicar à central. Mas que tinha que tirar o ticket noutra máquina pois os fiscais andavam por ali. Ora grande novidade, a de ter de pagar o estacionamento. A máquina seguinte ficava a uns 50 metros. Não seria muito, não tivesse eu feito uma luxação num tornozelo num banco de jardim público mal aparafusado… ao chegar à máquina seguinte, esta “comeu-me” as moedas e mandou-me à fava. Chamei os homens da EMEL, já que estavam perto… disseram-me que a máquina deveria estar avariada e disseram-me para escrever um papel e deixar no vidro do carro dizendo o que se tinha passado, deixando o número do parquímetro onde tinha deixado o dinheiro. “Está bem, obrigado”.
Saí dali e fui estacionar noutro sítio.

Tive azar que a esplanada estava fechada.

Agora, fazendo contas.
Paguei 20% de IVA ao comprar o carro (agora a 21%).
Paguei o Imposto automóvel (imposto dependente da cilindrada do carro – não sei a percentagem que paguei). Este imposto mudou de nome. Chama-se agora Imposto Sobre Veículos.
O meu carro consome uma gasolina com 63% de imposto.
Tenho de pagar anualmente o imposto de circulação.
Tenho que pagar anualmente seguros, revisões, inspecções.
Vou a Lisboa e pago 80 cêntimos por hora para lá estar. E ainda me dou com máquinas que não funcionam, outras que comem moedas (obrigando-me a pagar em duplicado o estacionamento). Ainda me dizem para escrever um papel e deixar no carro como se estivesse num país do terceiro mundo.

Acho que os nossos dirigentes querem fazer floreados (que nem sempre nos interessam) e vão-nos indo ao bolso onde se lembram que tal ainda é possível… venda do carro, venda da gasolina, circulação do carro (como se eu tivesse o carro apenas para o estacionar em frente a casa), parqueamento. Falta taxar o consumo de oxigénio pelo carro…

Finalmente… a EMEL estava à beira da falência em meados de 2009… entre outras, contam-se a de que os seus dirigentes (apesar da empresa ser de Lisboa e explorar os parquímetros de Lisboa) fazerem as suas reuniões em Hotéis fora de Lisboa.

Eu sei que a EMEL pode até não ser das empresas mais antipáticas (ver foto abaixo), mas de cada vez que vou a Lisboa há uma parte desta que morre em mim. E a EMEL está frequentemente presente.

Hoje morreu a esplanada do Parque.

12 comentários:

Jorge disse...

O que se passou hoje no Parque Eduardo VII, é verdade, eu estava lá e vi. A Emel, tem como despesas, comprar e instalar os parquimetros e fiscalizar os pagamentos. Como é possível abrir falência se nem a manutenção do material faz. Isto é um roubo, é o espelho do País.
J. Barros Gomes

Rui Caldeira disse...

Oh António, eu não tenho esse problema, eu como só vou à Artilharia 1 depois das 23h, que é quando elas lá estão nas esquinas, não tenho problemas nenhuns de estacionamento. Agora, de manhã, não faço ideia do que se possa fazer nessa rua :|

1 Abraço

Antonio Branco disse...

Olá Barros Gomes!
Obrigado pela presença.

E para quando o teu blog?
Um abraço!

Antonio Branco disse...

Olá Rui!
Garanto que não fui receber daquelas que te tratam à noite ;)

Um abraço!

Vera, a Loira disse...

Infelizmente isto não acontece só em Lisboa nem só com a EMEL.

Espero que melhores do tornozelo rapidamente.

Dora disse...

tens estado de férias? Andas desaparecido...

Esta foto é demais, já a conhecia. Muito fixe!

Antonio Branco disse...

Olá Vera!
Eu sei que não é só em Lisboa... mas chateia-me como o raio ir a um sítio gastar dinheiro e gastar dinheiro em estacionamento para gastar dinheiro noutra coisa...
Obrigado pelos votos! Isto passa num mês... não havia é necessidade... bastava que todos cuidássemos daquilo que nos compete...
bjs

Antonio Branco disse...

Olá Dora!
Tenho andado menos por aqui... agora é a fase de tratar de declarações de óbito, finanças, bancos, seguranças sociais... chatices... acho que vou fazer um post sobre isto pois são tantas coisas e quem nunca se viu nesta não sabe o que fazer... também estão aí as férias. Apesar de estar sem fazer nada há 4 meses, este mês dar mais umas voltas, sim.
A foto é muito gira. E pensar que passei aqui meses de férias escolares a trabalhar quando andava no liceu (os meus pais não me queriam em "galderices" e punham-me a trabalhar nas férias... acho que ganhei com isso... para além da experiência, o dinheiro para comprar os meus primeiros discos).
Bjs!

Dora disse...

A minha avó faleceu na 2ª à noite, nós soubemos na 3ª, na 4ª foi o vélório, 5ª a cremação e na 6^a minha mãe e o meu tio foram logo à Seg Social e Finanças tratar de tudo. Quanto mais rápido tratares, menos te custa, acredita.

Antonio Branco disse...

Sim Dora. Mas há coisas que não podem ser logo... as escrituras que decorrem disto tem de ser marcadas em conservatórias e não marcam para logo. Têm de ter os documentos das finanças em mãos e marcam com prazos de um a dois meses. Eu não sabia é que era preciso tanto papel...
Mas obrigado pela tua dica. :)
Bjkas.

Didá disse...

Percebo perfeitamente e não lhe tiro a razão. Mas fico triste que não volte à esplanada e que o inquiete a minha linda cidade.
Obrigada pelos comentários no meu blog. São sempre elucidativos.

Antonio Branco disse...

Olá Didá! Bem vinda.
Lisboa já não éo que era.
Ou eu já não sou o que era. Ou nada é o que era... eu incluído...

Decidiu bem.
Mas se precisar de alguma coisa diga.