quarta-feira, julho 28, 2010

Arranja-me um emprego, pode ser na tua empresa, concerteza...



Por vezes a vida leva-nos a parar e a reflectir.

"Oh pai, ajuda-me a fazer os deveres!". "Não, o pai não tem tempo!".

Qual o sentido da vida?

10 comentários:

Rui Caldeira disse...

Quem disse que a vida tem sentido ?? O problema é que já que fomos mijados pelas nossas mães, temos que nos aguentar e tentar 'sobreviver' até á nossa morte , esse sim, o grande objectivo da vida .. por estranho que pareça ahahahah


Grande Abraço

Antonio Branco disse...

Olá Rui!
Se calhar não. A teoria da reencarnação diz-nos que deveremos continuar a ser mijados até à eternidade. Entretanto, enquanto cá andamos somos fodidos... na prática a teoria corresponde a uma alternância entre uma coisa e outra ;)

Vera, a Loira disse...

Eu vim cá durante o dia, mas estava num pc sem som e então voltei agora e ainda bem que voltei, porque de facto, encontrar um sentido para a vida nem sempre é fácil. E quando fazemos aquilo que queremos e gostamos as outras pessoas olham para nós como se fossemos ET's, por exemplo porque tenho praticamente 30 anos e ando de bicicleta e não estou casada e não tenho filhos, como as outras.

Mas sim, o importante é aproveitar cada momento, ao máximo, pelo menos quando isso nos é possível.

Isa disse...

Estuda, filha. Aproveita. Tem as notas que conseguires,sê aquilo que QUISERES.Não faças porque "dá dinheiro", faz porque te faz feliz e nisso, sê reconhecida. Faz questão disso.
Os privilégios,acarretam obrigações, não são direitos adquiridos à nascença. Tu tens obrigações. Tu não és mais que ninguém, ninguém é mais que tu.
Não te deixes domar,não domines,a não ser a tua prória pessoa.
Faz só o que achares correcto, sê exemplo da diferença. Foge dos "rebanhos" e mesmo que te movimentes dentro deles (porque vais)não sejas eles, como eles, só porque sim.
Não sejas nada "só porque sim".
Vai custar, aviso já. Comá merda! digo-te já.
Muita crítica, muito olhar de lado ... mas é bom sinal, eu acho.
E aí pergunta-te "EU, estou bem? o impacto das minhas acções, é benéfico pra este Mundo?" (não é só pra ti e para os teus, é para o Mundo) e se estiveres, se sentires que sim, continua.
Se não, tenta mudar.
Contesta. Revolta-te. Reclama. Mas apresenta soluções.
Para o MUNDO.
Leva o tempo que precisares, escolhe o teu caminho, não há objectivos traçados, há tentativas, escolhas,todo o percurso de uma vida é feito de escolhas. Ouve, observa, PENSA e depois escolhe. E quando escolheres mal ( porque vais) não faz mal ... tenta de novo.

Eu vou estando por aqui, como estive sempre.
Vai lá e boa sorte.

E ela foi, a mais velha.A outra está a caminho.

Yep, so far so good, o mundo não tem reclamado das inaptidões delas (assim muuuito), já elas do mundo ... olarilóle!

Dasse! o que eu gosto de as ouvir a reclamar e a tecer teorias(algumas tão absurdas, ó meus deuses)sobre as curas para males que nos assolam.E quando páram numa encruzilhada qualquer? e quando o que está à frente é a decepção? a vergonha? o nojo? e quando o olhito se lhes enche de lágrimas à conta das injustiças?
àpoisé ... dá vontade de proteger, de ir lá e resolver o assunto por ela(s), mas eu disse "vai lá!".

E ela foi, a outra está a caminho.

Eu, ando práqui indecisa... rebento de orgulho ou de medo? elas depois contam.



Parabéns pelo post António.

Antonio Branco disse...

Olá Isa!
Estou de acordo com o que dizes. Fui submetido a algo parecido ao rapaz do vídeo e não quis filhos para não os enganar...
Mas apesar de estar de acordo, é preciso coragem para fazer diferente com os filhos... porque depois a criança cresce e pode ser comida... e que fazemos então? O que dirá ela então? "Enganaste-me"? "O mundo é mais cruel do que o que me disseste"?
... não sei...

Bjs.

Antonio Branco disse...

Olá Vera!

É difícil encontrar um sentido para a vida. Mas na verdade... já não sei se faz sentido procurar-lhe um sentido. Ou se o seu sentido único é vivê-la. Só. Como se fosse simples (e vivê-la, "só", já poderá ser terrivelmente complexo).

Não te preocupes se olham para ti como um ET (na verdade eu acredito que o somos todos - mas esse é outro assunto). Somos todos diferentes. Não temos todos de viver infelizes. E se o estamos a fazer, estamos a negar à vida o seu principal sentido.

Não casaste? Não tens filhos? Andas de bicicleta? Será que o teu sentido para a vida é casar, ter filhos e não andar de bicicleta?

A maioria casa, tem filhos, tem casa, carro(s), dívidas... como se esse fosse "O" objectivo. Nem posso criticar muito porque segui o caminho que todos seguem. Mas se todos esses objectivos são apenas adereços (e até o casamento e os filhos o podem ser), tornam-se lastro que não nos libertam e que talvez devêssemos ter procurado inicialmente de uma forma MUITO mais consciente, não só "porque todos o fazem".

Se te sentes bem com o sentido que dás à tua vida, o resto virá. Com casamento ou não. Com filhos ou não. Não os queiras só para teres mais lastro para tentar largar mais tarde (não estou a falar de mim, não te preocupes ;)

Bjs Vera!

S* disse...

Se não temos tempo para quem amamos, que importa?

Isa disse...

António,

O mundo é cruel e eu não o pinto de outras cores, para elas.É cruel e pronto.
A minha função é mostrar-lhes os caminhos que escolhi, convicta que não o ia tornar pior, também lhes mostro os que não escolhi e deixo-as ver os que outros escolheram.
Se vierem a chorar queixando-se do mundo (como já vieram) fazer o quê? não nos queixamos todos? já não choramos todos? elas não são excepção. E se querem ser, que se façam excepção.
Têm, na minha opinião, tudo para o ser. E se forem, podem deixar de o ser se partilharem o que sabem e derem exemplos, assim a excepção seriam o preconceito, a maldade, a crueldade, a maledicência, a corrupção ... não era tão bom? ai ...

Fiz diferente com as minhas filhas, fiz. Fiz por exemplo isto: olhem, eu erro, eu faço muita coisa mal,eu sou gente, eu caio em tentação, eu tenho valores, principios, os meus - não os que me impõem que era só o que me faltava - os que decidi serem os correctos. Mas mesmo esses, estão sempre sujeitos a mudança. Mudar é bom. Reconhecer o erro é bom. Pedir desculpas é bom. Errar é de gente. Enfim, tentei. Tento. E elas lá me vão ouvindo e tomando as suas decisões.Apesar das minhas maluqueiras, dos meus contra-sensos, das minhas incoerências ... a coisa não nos tem corrido mal. Elas entendem-me e eu entendo-as, quero mais o quê, neste mundo onde ninguém se entende?

Devo dizer-te, podre, podre de gratidão, que naquela coisa que diz "ser-se pai é padecer no paraíso" (ou lá o que é) eu, graças a todos os deuses só conheço o paraíso.

Mas também já estive no inferno, de mão dada a um irmão meu. Eu e a família toda, claro, que a estes sítios nunca se vai sozinho. Ele morreu, nós ficamos mais fortes.

Era o mínimo que podiamos fazer por ele.

Antonio Branco disse...

Olá S*!
Daí a importância de (eventualmente) repensar a vida. Quem tem tempo pode não precisar de repensar nada.

Antonio Branco disse...

Olá Isa!

O mundo é cruel (e pronto!) :)

Continuo a dizer que te percebo e que estou de acordo com a tua posição. Será/seria a minha em relação a um filho.

Não me parece que a maldade e a crueldade venham a ser excepção a curto prazo.

Mas como a coisa está mudando (lentamente mas - parece-me - há cada vez mais gente sensibilizada) e como cada um de nós está mudando constantemente, pode ser que em algumas gerações (nunca a nossa...) isto se torne justo.

Lamento o teu irmão. Tenho uma irmã e se a coisa foi difícil com a minha mãe... só posso imaginar com um irmão...