terça-feira, maio 24, 2011

Acerca da relatividade da beleza...

8 comentários:

Isa disse...

Muito, muito bom! Sim, o que é a beleza, que conceito é esse? Pra mim, é tudo o que me faz sentir bem, o que me inspira tranquilidade e paz.
A beleza, é os olhos de quem a vê, o cuore de quem a sente.

António Branco disse...

Olá Isa!
Creio que seja tudo resultado da aprendizagem, essencialmente dos primeiros anos de vida... e por isso o regresso ao que nos fez sentir bem na infância nos trás tranquilidade e paz... Temos é todos experiências diferentes. Parecidas, mas diferentes... às vezes muito diferentes, como imagino que tenha sido
esta.

Manuel Santos Marques disse...

As experiências são de facto variadas. Aquela da «bela virgem» pouco terá dito a Sócrates. Um outro diálogo do Platão, o Protágoras, principia assim:
O AMIGO DE SÓCRATES: Donde vens, Sócrates? Certamente da caça à beleza de Alcibíades? Na verdade, vi-o, ainda não há muito tempo, e acho que é sempre um belo homem, mas, aqui para nós, Sócrates, um homem já com bastante barba.
SÓCRATES: É certo! Mas que tem isso? Não és da opinião de Homero, para quem a idade mais encantadora é a do despontar da barba, precisamente a idade de Alcibíades?

Se o Santana Lopes tivesse lido isto, tinha-o explorado na altura própria. Mas ele, do Platão, aprecia principalmente os escritos sobre cinema.

António Branco disse...

Olá Manuel!
Do que sei, na altura era frequente iniciar-se a vida sexual com pessoas mais velhas do mesmo sexo. Quanto a ser homossexual, do que pesquisei há pouco, é mais provável que Platão o fosse... mas não sei... e quanto a esse aspecto cada um saberá de si (desde que não chateie...).
Santana Lopes? Não estou a ver que seja...

Isa disse...

Bem, inusitadas terão sido, seguramente, António. Pergunto-me o que terá levado a pessoa a decidir-se por por excluir os humanos ou qualquer ser deste planeta, das suas paixões.

Máquinas! será que é porque não falam? será por, assim, ter ele a prerrogativa de estabelecer quando, como e onde? De certeza que não sofre d'amores, esta pessoa.
Ela determina quando acaba uma e começa outra paixão, não há cá sentimentos ou humores a levar em conta do outro lado. O outro lado não fala e se lhe fala, ele é que estabelece as "deixas"!

Ó felicidade!!

António Branco disse...

Excluir os humanos parece ser, por vezes, uma hipótese acertada, quando por estes se é violentado ou quando se é mais sensível do que se deveria ser... mas é verdade que se perderá imenso com essa escolha (se é uma escolha...). E reconheço que o indivíduo em causa só pode ser louco. Nem pensei bem que tipo de patologia poderá ter até porque conheço pouco dos seus sintomas, só que "faz amor" com carros... (como raio é que se "fará amor" com um carro?)... com um carro?...

Manuel Santos Marques disse...

Estará Alcibíades em Paris?

António Branco disse...

Manuel! Ainda pensei que te referias ao Sócrates... até ir ver quem era Alcibíades... olha! Que seja! Desde que não volte...