segunda-feira, setembro 13, 2010

11 de Setembro... de 1973

7 comentários:

Rui Caldeira disse...

Eh pa , deixa-me dizer-te que sou a favor das revoluções e dos atentados, especialmente estes ultimos. Um gajo tem que mostrar que tá fodido com alguma coisa. Outro dia ao jantar ela esqueceu-me de fritar batatas. Pronto, fiz uma revolução e um atentado cá em casa. Sem vitimas, mas com consequências gravissimas ; ninguem comeu, parti metade da loiça e fiz coisas com os meus dejectos que nem os animais conseguem fazer . .

1 Abraço

Antonio Branco disse...

Olá Rui!
Tens razão! Neste caso, a resposta americana por detrás de Pinochet também teve a ver com dejectos... coisas que nem os animais conseguem fazer ;)
De qualquer modo, neste caso, a revolução contra Allende também tinha razão de ser. Diz-se que o comunismo faz mal, um pouco como as batatas fritas... Um abraço!

Isa disse...

"A partir daquele momento a nossa dôr, a vossa dôr, foi legalizada"
E não foi desde sempre? não é desde sempre que o lucro, jogos de poder se sobrepõem às vontades de um qualquer povo?

Este vídeo está muito bom, quase apetece dizer que com quem ferros mata, com ferros morre. Quase, porque apesar da hipocrisia nojenta dos sucessivos governos americanos, tendo sempre a levar em conta que o povo americano assim como o chileno ou qualquer outro, nunca é completamente responsável pelos actos dos seus governantes. Como se viu por exemplo, pela completa ignorância daquele estudante universitário americano, que a seguir ao 11 de Setembro, disse a um qualquer canal televisivo não ter a menor noção de que o seu povo fosse assim tão odiado por outro ou outros povos. Naquela cabecinha universitária, eles seriam sempre os salvadores de qualquer pátria.

Fiquei quase tão pasma com aquilo quanto com o avião que o mundo inteiro viu, a ir deliberadamente contra as torres.

Impressionante.

Antonio Branco disse...

O ser humano gosta de viver tendo algumas ideias como base. E passamos por fases as mais diversas em que o que nos dizem é lei... são fases associadas aos grupos em que nos inserimos ao longo da vida. A fase da família, em que acreditamos piamente nos pais. A dos amigos, em que os pais passam a ser os "cotas" ignorantes. Alargamos o grupo e passamos para grupos empresariais, de classe, de estado. "Quem nos governa deverá saber o que está a fazer". E muitos nem pensam muito pela própria cabeça... Curiosamente, nós portugueses não temos esse problema. Para nós, quem nos governa, raramente o faz bem (o que não quer dizer que não seja verdade, nós é que somos exímios neste da não acreditar nos políticos) :) Os americanos são exímios no contrário. Mas os seus políticos também são mestres no marketing. Inventam causas para entrar em guerras e fazer mover a sua economia enquanto arrasam a dos outros... "inventaram"/estimularam... o navio Lusitânia antes da primeira guerra, Pearl Harbor antes da segunda, os navios americanos supostamente atacados em Tonkin (e que nunca o chegaram a ser) antes da guerra do Vietname, o ataque às Torres Gémeas antes da segunda guerra do Golfo... tudo provocado, senão mesmo criado por eles...
Salvam-nos as ideias alheias. Tu pasmaste ao ver a forma de pensar do estudante universitário americano. Ele deve ter pasmado quando soube que havia quem odiasse os EUA.
Conhecer múltiplas opiniões é pasmar mais vezes e estar melhor preparado.
Quanto mais pasmados, e mais gente pasmada, menos "11s de Setembros" teremos...

A do giz disse...

Obrigada :)

S* disse...

Infelizmente, muitos problemas só se resolvem mesmo pela revolução.

Antonio Branco disse...

Olá S*!
É verdade. Mas isso deve-se à incapacidade do Humano ver nos outros o seu próprio Ser.
Bj