segunda-feira, abril 16, 2012

Acho que não quero ser...



Há alturas em que, ao ver o nosso Presidente, gostaria de não ser republicano... há outras em que ao ver as asneiras de alguns reis europeus, sinto que não gostaria de ser monarca.
Outras... em que gostaria de nem ser humano...

P.S. O rei Juan Carlos foi esta semana a uma caçada ao elefante no Botswana. Teria de pagar 50.000€ por elefante abatido. Só se soube do assunto porque partiu a articulação de uma anca no passeio...
... a crise, o respeito pelos animais, o povo em austeridade e tal...
... acresce o facto do rei ser presidente de honra de uma associação que tem por fim proteger os elefantes ... este rei, claro.
... fico com a sensação de que o tiro que o neto do rei deu no pé há sete dias atrás foi um aviso ao avô... e que este não entendeu...

11 comentários:

Isa disse...

Porra pá ...
É que nem sequer existem palavras pra expressar o nojo. "Nojo", de filhos da puta, "nojo", de quando é que isto pára, "nojo", de porquê, meus deuses, porquê, que não acabais connosco todos duma vezada só, "nojo", de COMO é que isto é ainda permitido ... esquece lá o dinheiro, António, que nós merecemos toda e cada merda que nos acontece, uma vez que não se trata mais do que reacções às nossas acções.Mas isto... isto, pá...
Dasse..

António Branco disse...

Olá Isa! Só não fiquei tão chocado quanto tu porque acho que já espero tudo :(
Pode ser que os deuses venham cá e acabem com isto. Mas acho que é mais provável que nós acabemos com isto antes ;D

Toma lá... partilho contigo um cachorro que ficamos mais calmos...

Isa disse...

Lóle.
Já tinha visto, lá no teu outro sítio. Uma doçura.
Tão canininho e cum olho tão doce, qu'apetece agarrar e nunca mais largar.:))

E se um dia não nos acalmarmos mais?
E se um dia nos apetecer ir caçar a nossa própria espécie, que por acaso até é a única que não periga d'extinção?
Poisé. É crime. Mas aquilo é "lazer". Porque nós, os racionais, os superiores, os maiores, podemos.
Não são nervos, António. É aquela sensação de desprezo, por pertencer.

Na próxima encarnação quero ser elefanta!

António Branco disse...

Não queiras ser elefanta. Que estás melhor assim. É mais difícil porque temos de nos refrear... o elefante nem tanto...

E olha que isso do ser crime é relativo. Tão relativo que os veteranos de guerra ficam um pouco confusos quando chegam à terra natal e matam um assaltante porque lhe estava a roubar o carro... ou mesmo a mulher e os filhos.

O mundo é o mesmo... as regras é que mudam... e às vezes mudam muito... assim... de repente...

Não é isso que quero. Aliás, é isso que não quero. Porque não ficaríamos melhores. Mas se for assim... cá estaremos...

Na altura até poderíamos fazer como o Aníbal e usar elefantes na reconquista da Terra Perdida... (Aníbal não... que me arrepia...)

Utena disse...

O tipo é um idiota ponto!
Nada a dizer de gente medíocre que não valem nem o ar que respiram nem a comida que ingerem.

António Branco disse...

Olá Utena! É verdade! Nada a dizer de gente desta. O problema é que são eles quem deveria servir de exemplo e quem muitas vezes gere os orçamentos dos países...
O que se poderá dizer a uma criança que vê esta fotografia?
"Deixa lá meu filho, o rei já foi veterinário e foi só ali tratar o elefante..."
Para exemplos destes... antes nenhuns... que muitos de nós, sozinhos, chegaríamos mais longe...

Vera, a Loira disse...

Fiquei chocada quando soube da notícia, é inaceitável.

António Branco disse...

Há notícia de que está a ser pressionado a deixar o cargo. Mas tal não ocorrerá. Assim como não deixará de ir às caçadas... depois queixa-se a nobreza espanhola de que o seu povo está cansado deles...

Manuel Santos Marques disse...

Não consigo conceber a estrutura emocional de alguém cujo irmão morreu vítima de um acidente com armas (tenha ou não sido responsável por ele, mas pior se o foi) e consegue continuar a ter uma relação descontraída com elas.

Sem querer exagerar a importância desse factor, talvez se possa ter em conta que as famílias monárquicas sempre constituíram «pools» de genes que em circunstâncias normais se dispersariam com as passagens de gerações. Aliás, é talvez mais um traço comum entre aristocratas e aldeões de lugares remotos. Bourbons, Saxe-Coburg-Gothas e sei lá que mais não terão escapado à praga que assolou todas as linhagens reais da história, a começar nos faraós: o aparecimento recorrente de «tolinhos» (ou simples deficientes físicos) como consequência da reprodução consanguínea.
É verdade que, agora, os mais recentes herdeiros já provaram preferir procurar as suas barbies noutros lugares, mas talvez o Don Juan seja o último dos monarcas fraquinhos da cabeça.

António Branco disse...

Olá Manuel!
Consanguinidade dá concentração de qualidades.... apesar de as negativas se fazerem notar mais... do prognatismo dos Habsburgos à hemofilia da família da rainha Vitória (que não sabia que era Saxe-Coburg-Gotha...)
Mas acrescento que o homem tem 74 anos... isto com a idade, os neurónios alteram-se, muito desaparecem. E isso da "sabedoria" da idade é uma treta. Com menos neurónios, as estruturas da base do cérebro, relacionadas essencialmente com a sobrevivência e o prazer, podem tomar o controlo da coisa...
Quanto ao acidente com o irmão... poderia aqui ser mauzinho... diz-se que foi o Juan quem acertou no irmão com a arma...

António Branco disse...

Manuel, não me fiz entender quanto ao alcance da minha última frase (limitei-me a repetir o que disseste)... há sempre quem goste de fazer valer a sua força sobre os que de alguma forma são mais fracos. Nem que seja a tiro. E isso pode manifestar-se de diversas formas... começar na infância dando pancada ao irmão. Prolongando-se na idade adulta deste modo. Fraquezas...