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sexta-feira, março 23, 2012

Portugal não é a Grécia.

Quem veja esta imagem lá fora não verá diferença.

Vamos ver...
Em doze-treze meses teremos renegociação da dívida. As condições sócio-económicas agravar-se-ão. Os tumultos terão também tendência a agravar-se...
Vamos ver...

terça-feira, outubro 18, 2011

Vamos lá dizer mal outra vez



Antigos políticos escapam ao corte das pensões na função pública, noticia o Diário de Notícias. Diz o jornal que "As pensões vitalícias dos antigos políticos escapam ao esforço adicional que leva ao corte de pensões e salários públicos no próximo ano. As subvenções mensais vitalícias pagas aos ex-políticos são repartidas por 12 parcelas por ano, o que significa que ficam fora das medidas do Governo".

Vamos ver se alguma coisa é feita para corrigir este petit rien...

Notícia Aqui

quinta-feira, setembro 15, 2011

Ziiiipyyy, diz a vaca.

A Zippy, da SONAE, vai abrir uma loja em Istambul.

Em tempos idos, penso que isto deveria ser um orgulho nacional. Não tão grande quanto as “Descobertas”, mas um orgulho. No entanto, não sinto nada disso. Na verdade, tenho alguma admiração pela expansão que a SONAE conseguiu. Mas também sei que não se consegue o que conseguiu a SONAE sem que alguém perdesse com isso. Trabalhadores, fornecedores, clientes. Claro que nos “Descobrimentos” encontramos uma história semelhante, mas eles já estão lá longe e fica essencialmente o orgulho da coisa… esquecemos, por exemplo, que as caravelas que vinham da Índia já tinham a totalidade da mercadoria empenhada a agiotas que tinham emprestado dinheiro para o empreendimento e que nem do país tinham saído, que isso de ir à Índia dá muito trabalho… e olhem que eu percebo que os empréstimos têm de ser remunerados! Só que acho que tem de haver um limite que não arruíne os que têm de sujar as mãos.

Mas falava dos dias de hoje. Quando as grandes superfícies tomam conta da maioria do comércio, os produtores de leite, de legumes, do que seja, não têm muito mais a quem vender... aí, é fácil aos distribuidores baixar os preços, arruinando os produtores. Uma boa parte dos produtores de leite do norte fechou portas ou converteu-se à suinicultura por receber apenas 30 cêntimos por litro de leite, pagando 35 cêntimos por quilo de ração.

Uma vaca produz em média 25 litros de leite por dia (7,5€) e consome em média 7 kg de ração (2,45€). Cerca de 5€ de lucro por dia por vaca. Se considerarmos todos os restantes custos… mais vale ir pescar para o Kiribati…

Notícia de há meses notificava que só em Mogadouro e Miranda do Douro fecharam 16 explorações de leite em 2010. Começaremos a ficar dependentes do exterior até na produção de leite?

Do que tenho lido, produzimos 4 vezes mais vinho do que leite. Não tenho nada contra isso, até gosto de vinho. Mas considerando que exportamos vinho e que importamos leite, ainda acabo a beber um copo do néctar ao pequeno almoço, se a coisa se agravar e a maioria do leite for de importação...

P.S. Isto não é nada contra a SONAE especificamente. Do que sei, até trata os seus trabalhadores melhor do que outras. E se não fosse a SONAE portuguesa seria a Euromarché francesa ou o Minipreço espanhol e francês...

Ah! E claro que "melhor" pode não significar "bem".



domingo, agosto 07, 2011

Trabalho é trabalho. Conhaque é conhaque. Só isso.


“Os alemães trabalham muito menos [por ano e durante a vida activa] que os europeus do Sul. E também não trabalham de forma tão intensiva”, assegura Patrick Artus, chefe da secção de economia do banco francês Natixis e o redactor deste estudo, que se baseia designadamente nos números da ODCE e Eurostat.

A duração anual média do trabalho de um alemão (1390 horas) é assim muito inferior à de um grego (2119 horas), de um italiano (1773 horas), de um português (1719 horas), de um espanhol (1654 horas) ou de um francês (1554 horas), referem as estatísticas publicadas em 2010 pela OCDE.

Notícia do Público


sexta-feira, junho 10, 2011

10 de Junho

Há indivíduos que mostram consciência da situação em que se encontra o país. Da situação social. Do comportamento da generalidade dos políticos. E da sua relação com a população. E que apelam à mudança. Esses indivíduos podem até ser políticos. Porque não?

quinta-feira, abril 28, 2011

Puta Madre


A maior parte da população sai pela manhã, mete-se no autocarro, no comboio, metro ou numa fila de trânsito para chegar ao trabalho e estar 8 a 10 horas numa secretária, num balcão ou num qualquer local a fazer um trabalho usualmente repetitivo... 38% odeia o que faz (Portugal, 2010) e 55% não está satisfeita com o que faz (EUA, 2011).

Mas... mesmo assim, metemo-nos pelo metro adentro como se fossemos de férias para ao Hawaii...

Isto a propósito de num destes dias ter enviado uma mensagem a uma amiga perguntando se estava em Cacun, ao que me respondeu que estava a trabalhar, "o que nos dias que correm começa a tornar-se desejável".

Eu percebo... mas podia ser tudo tão melhor...

... 38%??? (ódio mesmo!!!???)...

Como é que pode uma sociedade andar feliz se tem 38% da malta a odiar o que faz 8 a 10 horas por dia?...

quinta-feira, abril 21, 2011

Fraldas para todos!




A ministra da Saúde, Ana Jorge, avisa os hospitais de que é preciso controlar o número de fraldas fornecidas por doente.

"Muitas vezes as fraldas têm asas e desaparecem, como outros produtos do hospital. Tem de haver um controlo do número de fraldas fornecidas. É preciso gerir muito bem o número de fraldas que se gastam num serviço, quer para crianças, quer para adultos", comentou Ana Jorge à agência Lusa, pedindo a todos - profissionais de saúde e cidadãos - para se lembrarem de que os produtos usados nos hospitais saem dos impostos comuns.

Ora uma vez que a notícia não foi dada aos directores de serviço de cada instituição, mas ao público em geral, tenho de assumir que estava a avisar o público em geral para não levar fraldas para casa. Mas a verdade é que está toda a população preocupada com o futuro. E com medo de se vir a borrar com as medidas que aí vêm. Assim, no bom espírito do desenrasca, cada um arranjou as fraldas onde pôde.

Aproveito para dizer que o facto de os produtos usados nos hospitais provirem dos impostos não abona muito a favor do comportamento que a Srª Ministra defende… é que, no geral, o pessoal cá do burgo acha que se foram os impostos que pagaram é de todos. Logo…

P.S. Porque raio é que compraram fraldas com asas?

Foto Daqui

quarta-feira, abril 20, 2011

Acerca de ser português.



Hoje almocei com amigos e com amigos de amigos. Dizia um “amigo de um amigo”, que tinha entrado no eléctrico na Praça do Comércio, coisa que não fazia há anos, para ir passear a Belém. Tendo reparado que tinha de pagar 2,5€ de bilhete, em moedas, e não os tendo consigo, tentou falar com o motorista, que não lhe ligou. Continuou no seu passeio até Belém, sem pagar.
Na volta, não trocou dinheiro e fez o mesmo… não pagou. No fim, com o dinheiro “poupado” foi beber uma cerveja e comer uns caracóis…

No mesmo almoço, dizia um amigo meu que só comprava fruta portuguesa.

O exemplo do primeiro é um exemplo de esperteza saloia que grassa entre nós desde os descobrimentos… alguém fará umas caravelas que nos levarão de Belém ao Brasil, chegamos lá gamamos umas coisas e voltamos. Depois vamos beber umas cervejas com tremoços…

O segundo exemplo, por muito que o respeite, é também típico nosso. A preocupação em comprar o que é nosso é, não só legítima, como desejável. Mas o engraçado é que, no geral, só nos lembramos de comprar o que é nosso quando falamos de frutas e de legumes… talvez porque o resto esteja mais dissimulado em etiquetas com números estranhos…

Mas a verdade é que para comprarmos um produto de base tecnológica (desde um Mercedes a uma máquina de café estrangeira, com as respectivas pastilhas – o que, em casa de 2 pessoas que bebam, cada uma, 2 cafés por dia leva ao consumo de 500€ por ano), precisamos de vender toneladas de maçãs… 100 toneladas, no caso de um Mercedes baratinho…

Na compra de um produto interferem muitos factores. Entre eles estão a expectativa que colocamos na sua qualidade, a sensação de bem-estar que – esperamos - irá proporcionar aos nossos sentidos e, para quem liga a isso, no dizer a outros que comprámos esta marca (eventualmente na moda, se somos de modas, fora da moda se somos contra as modas) e não qualquer outra.

Neste momento, a compra de um produto português e não de um estrangeiro, poderá fazer toda a diferença ao futuro do país e, consequentemente, ao nosso. A compra de computadores Tsunami ou Insys, na vez de HP ou Compaq, a utilização das operadoras TMN ou Optimus na vez da Vodafone, dos bancos Caixa ou BCP, ou BPI ou BES… na vez de Santander ou Barclays… e por aí fora…

Não estou a criticar ninguém, que também não gosto dos computadores Insys. Estou só a desabafar… a tentar arranjar uma solução e, se ela não resultar, a pensar como raio é que me meto a mim daqui para fora…

quinta-feira, abril 07, 2011

Boltim de voto para as próximas eleições.

Tendo em vista diminuir a dificuldade na escolha nas próximas eleições, deixo já um esboço do que será o Boletim de Voto ("clicar" para aumentar).

quarta-feira, abril 06, 2011

Abato-os de frente ou de lado?

Pode parecer um golpe baixo, a utilização deste vídeo.

Mas também mostra o à vontade do PM perante o total descalabro... se calhar até é bom. Se houvesse agora três terramotos e 7 maremotos, este era o PM ideal :P

Futuro PM. A antítese Socrática.

quinta-feira, março 31, 2011

Conselho irlandês sobre o FMI


Do jornal irlandês , "Sunday Independent" referido no "Diário Económico"

"Não quero intrometer-me mas tenho lido sobre vocês nos jornais e acho que estou em condições de vos dar alguns conselhos sobre o que têm pela frente". Assim se inicia uma carta assinada pelo colunista Brendan O'connor, publicada na primeira página da edição do último domingo do ‘Independent'.

"Sei que estão sob pressão para aceitar um resgate e que os vossos políticos dizem estar determinados em o recusar. Eles dirão que nem por cima dos seus cadáveres. Segundo a minha experiência isso significa que serão resgatados muito em breve, provavelmente a um domingo".

Brendan O'connor esclarece que resgatar e ajudar não são sinónimos. "Dado que o inglês é a vossa segunda língua, talvez possam pensar que as palavras ‘bailout' e ‘aid' significam que serão ajudados pelos nossos irmãos europeus para superar as dificuldades do presente". Na Irlanda, escreve, "o inglês é a nossa língua materna e era isso que nós pensávamos que ‘bailout' e ‘aid' significavam". No entanto, continua, "permitam-me que vos avise: esse ‘bailout' não vai resolver os vossos problemas, vai, provavelmente, arrastá-los para as gerações futuras".

A crise política portuguesa também não passou despercebida. "Também sei que vão trocar de governo nos próximos meses (...) Nós também mudámos de Governo e é uma boa diversão durante algumas semanas (...) Verão que o novo governo fará todo o tipo de promessas durante a campanha eleitoral", avisa.

O documento termina assim: "Portugal, aproveita enquanto podes porque a realidade estará à espera para irromper novamente quando toda a diversão desaparecer".

O texto foi extraído do "Diário Económico"

O texto original está referido no aqui


terça-feira, março 29, 2011

Pensões



De um comentário no Blog do Fresco e Fofo , surgiu-me um dado que já tinha ouvido falar na comunicação social mas que não tinha visto sob a forma de documento.

Pensão máxima em Espanha – 2.290,59€


Em Portugal não há um limite superior para as pensões. No entanto, o PSD, através de Passos Coelho, sugere agora o valor de 5030,64€… Mesmo que tal venha a ser um projecto de lei e que venha a ser aprovado, fica-se com um valor que superior ao dobro do de Espanha.

Não tenho nada contra as pensões altas. Tenho sim contra as pensões baixas… e se não houver outra forma de resolver o problema (e parece que não há, já que em 2040 as pensões terão um valor de cerca de 50% das actuais - partindo do princípio de que ainda existem…), será mais fácil uma pessoa que iria viver com 5030€, habituar-se à ideia de que terá, um dia, que vir a viver com 2290€ (e se terá direito a este valor, provavelmente terá salários de onde mais facilmente poderá fazer um aforro).
Isto para que ninguém tenha de viver com menos de 300€…

Eu percebo que colocar o limite nos 2290€ e não nos 5030€ será uma medida impopular entre os que vão perder valor na pensão. Então, mas que fazer com aqueles que recebem apenas 300€? A Espanha poderá ser também exemplo para coisas “boas”, não só para ventos e casamentos…

P.S. Hummm… como é que eu viveria com 300€, aí com uns 70 anos, tendo de comer, pagar água, luz, gás, eventualmente telefone… e a tomar medicamentos???

quarta-feira, março 09, 2011

Maria... Madalena...



O primeiro convite de Estado, para a posse do Chefe do Estado feito por uma Maria Cavaco Silva.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Ma vie me semble vide. E as ucranianas são bonitas como o raio.



Nathalie - Gilbert Becaud

A minha mãe faleceu há 7 meses. Estamos a desocupar a sua casa para fazer obras e para lhe dar um destino. Vivia num 3ªandar sem elevador.
Na rua da minha mãe vivem algumas pessoas em dificuldades. Algumas, emigrantes, nem móveis têm. E foi aí que uma vizinha ficou interessada nos móveis de quarto da minha irmã e arranjou quem estivesse interessado nos da sala. Marcou-se a data e hora para lá estarem para levar os móveis. A minha irmã chegou a horas. Quando lá chegou, estavam esta vizinha, gordinha (para os 90 quilos), a emigrante (grávida) e uma velhota. “Mas não tinha dito que arranjava quem levasse os móveis?” Perguntou a minha irmã. “Sim, mas os homens foram ver a bola!”.

Vivi eu a minha vida tão preocupado com o futuro que decidi nem ter filhos…

… a rapariga que queria o quarto da minha irmã tem 3. Nem ela nem o marido trabalham. Vivem da segurança social e do banco alimentar. A rapariga emigrante não tem um móvel em casa e está grávida. A mais velhota não sei. O que sei é que casaram com pessoal que prefere ver o futebol…

E… a Ucrânia cheia de mulheres bonitas (e, do que constato por aqui, trabalhadoras). Ou o Kiribati, com taxa de criminalidade 0.